domingo, 9 de agosto de 2020
quinta-feira, 4 de julho de 2019
Esquadras de são João
Há festa meu povo
nobre
nesta noite dos orvalhos fazemos de ricos sendo pobres, comendo pão, sardinha e carne dos talhos |
Menina que se casa
com um mais velho faz asneira queima-se a lenha, fica a brasa E nem chega a haver fogueira!... |
Homens não pedem
licença
havendo sede, vão beber
Mulher cora de
impaciência
bebe só! ajuda a
esquecer.
|
||
Conto espaços e
bailei
Saltei fogueiras sem conta... Dei conta agora e já sei Que a espaços a mais me pôs de revolta |
Há grandes
sensações,
no S. João de noitinha D'uns olhos sobem balões D'outros caem morrinha |
Que mistérios de
sexos
Nesta noite de belezas: não falta o pão, nem nexos abre-se o punho de safadezas |
||
Eu contigo fico
aflito
não és normal, és um acaso Regaste me hoje o manjerico, Já pensas mudar-me o vaso?... |
Contaram-me os calhaus
da nossa rua
que em breve viria novo dia, que a melhor brasa da noite era a tua: e que reinaria por magia… |
Da noite estende se
o luar
por os teus olhos sobe magia São dos balões a brilhar Mais belos que a luz do dia |
||
Se o trevo da sorte
achar
mais trevo da sorte quero; Porque não hei de ficar Com a sorte e azar que já desespero |
Fogueira nem sempre
é donzela
perdeu a divindade fugiu pela mata aqueci-me bem junto a ela, E agora quer mais e não de mim que ingrata… |
Mas que cognome o
divino,
S. João, procura menina na cidade Conta- se a almas de menino Num corpo virgem daquela idade! |
||
Que noite tão
tripeira,
que encruzilhadas ele promoveu: Tu, pulas a cerca e a fogueira, e quem explica a tua mulher, sou eu... |
Cascatas das orgias
dos mundos
São vesúvios sem destinos São sonhos por segundos em noites de peregrinos |
Não amaldiçoe quem,
pela vida,
caiu, de passos maldados, Até os balões na vertigem da subida, Gostam de ser amparados… |
||
Este coração é um
balão a arder
como olhos na braseira a brilhar E a noite é água a correr Em que o são João nos vai batizar |
Desfrutemos sempre
o presente.
S. João, dai-nos um sabonete O passado é rusga ausente. Futuro... será uma lava molete |
O S. João
aperaltou-se;
Pôs o cordeiro a pastar e a pastar Pôs um cravo, na lapela esmerou-se Foi rua deste mundo brincar… |
Parece que o tempo
voa;
Balões, o baile, alegria; A braseira ainda está boa: Mais um bufo e já é dia. |
jogamos tudo porque
agora já é verão
Em teu louvor na noitada, de povo à míngua por diversão A brincar sob olhar daquela da pequenada |
Uma cascata é uma
tela em fundo,
sobre um cavalete estranho e singular; O oleiro faz nascer aquele mundo, sabendo que não o poderá mudar... |
||
Se o povo não se
exalta
Nem São João vai ficar, Que os santinhos não fugam da cascata evitemos por isso, esta febre de emigrar. |
Na rusga de cravo
ao peito
Avôs e netos a brincar. São dois balões a preceito: Um subindo, outro a baixar! |
Quando assaltas a
braseira
E mostras fome e manjerico, De nada vale a choradeira com a bolinha a assar, espera se não ardes no bico |
||
Do barro nascem
figuras tradicionais
são desde essa data, figuras do porto em cascatas medievais, gentes de nome e valor zorto que inspira, até os vendavais |
A saudade toma
conta que do resta
de uma braseira ou fogueira apagada, cambaleando vimos de uma festa trazendo cheiros e muita martelada
a
|
S. João é dos
engenheiros
ganham a vida ao projeto com maioria seu lema são os dinheiros é reinará com folga até ser da confraria. |
||
Vês este cravo
avermelhado
como é feliz meu amor: Tantas vezes foi calcado E nunca mudou de cor!... |
Não fui de barriga
vazia
Dentro dela levei mágoa, Da fonte trouxe alegria Troquei a mágoa por água. |
Esta vida é uma
cascata
Que anda em construção Por ela toda gente se farta sobrevive- se de pura ilusão |
||
Mais que santos de
Igreja
É do Porto a festa S. João, por cá todo o povo o festeja seja mouro, judeu ou cristão. |
Trevos da sorte na
confraria
gente boa, doce, inspiração momentos de sorte e alegria pobres, mas ricos de coração |
|||
Sob tocha de S.
João, que caso.
Sou solteiro e estou contente... É na mudança de vaso Que o manjerico mais sente!... |
Sais de mansinho e
eu fico
a cismar se, por ocaso, Teu viçoso manjerico Não tem rega noutro vaso! |
Cá na tocha há uma
data
onde se pede para festejar convívios depois da cascata, deep fellings a chegar. |
||
Não me espreites de
maneira
Que me impeça respirar. Lembra-te, amor, que a braseira Só arde se tiver ar!... |
Num braseiro com
arte
Toda uma vida se entende, Com ele, a vida se reparte
Esperando sardinha
ou cherne
|
S. João, a
confraria é tua
Não queiras fazê-la a sós. Junta-te aos santos da rua... Que não dão ponto sem nós. |
||
Dancemos, pois, com
arte
bem depois do papo cheio Com dj nano e dj Duarte não tenham medo de parecer feio
.
|
solteiros, aqui
ninguém é,
dancem com novo par misturem-se, batam o pé
Com boa música no
ar…
|
Vamos ver balões em
subida
Mostrando ao mundo a fachada, Faz lembrar os que na vida Sobem cheiinhos de nada!... |
||
Quando a confraria
bailar
Com a saia de balão, Até as nuvens do ar Querem ser pedras do chão. |
Para a tocha quem
quiser
danças daquele gago me dou; Se eu fosse como alguém quer Nunca mais era quem sou!... |
Cuidado com os
confrades
que brincam junto à fogueira: Pode o santo pôr-vos frades E sai cara a brincadeira. |
||
Bebendo muito
estraga a festa
queiram vocês muita lenha para dar ao serrote
Bebam bem, mas de
forma modesta ansiando que a bebida não vos faça um garrote
|
Miúdos homens do
profundo
estamos a ir embora deste serão gostávamos de levar o mundo Preso no fio da mão. |
Na dança trocaste
as voltas
Toquei em seguida neste violão mais a frente acertámos as tochas vamos para o desfile, vocês todos bom S. JOAO |
escrito
Hernani guedes
declamado por : daniela gudes,celia guimaraes, sandro pacheco,diana almeida, mjoao nunes,paula fernandes,duarte almeida,sonia ferreira,ruben,manuel dimas almeida,rosa loureiro, paulo alves,eduardo guedes, paulo fernandes
declamado por : daniela gudes,celia guimaraes, sandro pacheco,diana almeida, mjoao nunes,paula fernandes,duarte almeida,sonia ferreira,ruben,manuel dimas almeida,rosa loureiro, paulo alves,eduardo guedes, paulo fernandes
terça-feira, 16 de abril de 2019
Espirituosos e emocionalmente enormes
Putas são as Palavras a partir sequencias folclóricas
Encaixam na perfeição em ondulantes estímulos, sexuais
Cansadas tremem a língua e vomitam ácidos transcendentais
Que estupido pensar em comer textos e foder idiomas
Que Pensamentos de
merda, que pornografias disformes
Serão elas Espirituosas
e emocionalmente enormes
Creio que a mais beata das letras fode o alfabeto
Mas. Que incorreto ser letra e detestar o dialeto
Caçar de tanga verbos e cagar de alto para o adjetivo
Torna a letra uma vendida prostituta sem objetivo
Aquele puro analfabeto que se enche de letras no ato
Sabe-se; sêmea fome e a desordem, numa copula de abstrato
Putas são as palavras a partir do ser imundo
Excita-se de dor permanece nauseabundo
Que estupido embalado senhor livrado
Que se come de palavras e fica angustiado
Procrastinado perdido vende cuecas de fio dental
Amarra-se a algumas letras esguicha algo seminal
Espirituosas e emocionalmente enormes
São as tetas do palavreado, que de redondas e fartas
Parecem perfeitas e não lhe pegam o mau olhado
Espirituosa e emocionalmente enorme
É a vagina do escriturado, que de viaduto angulo, encaracolado
É sempre perfeita e aguça flácido pendente encarquilhado
Mas não só de escritas vive a letra, lambendo e iniquando
Toda a letra gosta de foditas e chuchas de vez em quando
Que perdição cunilínguas e felação de arrojos de tensões
Pede-se a letra que escreva baixando e aliviando os colhoes
Fodido e aumentado fica presenteado aquele recanto achatado
Já não estou chateado e peço a letra por favor! já fui
esvaziado…
Só depois da escritura percebeu que tinha transbordado
Lembrei a frase com as palavras: pressione com cuidado,
Pois! Nada adiantou já tinha tudo comido e a letra ainda com
fome
Ficou ansiosa e
Espirituosa e emocionalmente enorme
que de seguida e sem
pudor se prostrou caindo de quatro
de sorriso no regaço a letra comeu, comeu até ficar sem pasto…
Putas são as palavras que partem da satisfação
mergulham em espirituosos seres feitos de depravação
tanta vagina inspiradora de tolos autores da escrita
viajam ofuscando o ardor, mas adoram a bendita
mãe de todas palavras,” vagina” gloria á magnifica
adoração etérea, deusa de uma intranquilidade pacifica
Claramente espirituosos e emocionalmente enormes
esperamos que as palavras deixem de ser putas de uniformes
sabemos que as queremos sempre nuas, sedentas no tato,
luminosas e escaldantes
em danças e canto de palavras em vibrato ou fode-las em
bíblicas orgias luxuriantes
Que todo o bravo ateu assexuado, prepúcio seja atravessado
nas suas éticas
pelo poder das letras como espadas numa cavalgada de proporções
épicas
Fugindo ao palavreado, de calão ou cuidado fica o professor
avisado
que todo o autor falhado e que ao escrever for malcriado,
será encabado
é um aviso sério e ao mesmo tempo imediatista por querela
um autor malcriado será chicoteado e alvo de barrela
se barrela não for suficiente será manietado por ansiedade
por duas anões e uma alpinista carente sem dó nem piedade
Se putas foram as palavras e que causaram aqui indignação
Fiquem sabendo que palavrão não é feio é apenas escrita
calão
Fica vossa excelência a letra sabendo, que linguajar é de
salutar
Seja escrito ou falado, corrente, cuidado, restrito,
familiar ou popular
A língua quere- se viva e pronta a trabalhar
Sacrilégio de cenobitas fecha se em copas e arrebita
Haverá alguma escrita onde toda a merda fique aflita
Iniquidade foçada de fugaz aletrado, um homem feito a prumo
Formou-se em semideus ergueu-se ignorante faltou-lhe o rumo
Que merdas de doutores foleiros que inundaram o trono
inteiro
Queria a letra da palavra um dia ser rei, mas que foda não
havia poleiro
Putas são as palavras que a partir de agora se critica
promiscuidade relativa de lóbis cunhas na política
querer o trono é normal, foder no poder é incrivelmente
bestial
por cada cargo anormal meter o caralho do primo é
fundamental
quanta foda agreste mete a mão no bolso do simples cidadão
manifesta-se, este, que raiva! havendo bifanas e televisão…
esquece-se este da razão…
espirituosos desígnios e emocionalmente enormes
esqueçamos os símios q desmontem o uniforme escrito
por HERNANI WN
ARREPIO (vintage)
Sem viver obcecado compro centelhas de passados
É incrível a sensação de rodopios da mente ofuscados
em perseguições de tempos azeiteiros, os anos oitenta
Nos momentos de viagens um sentido de vazio aumenta
Passando horas de nostalgia lembrando a magia
Vintage quê caralho! foda-se eu estive lá
mas não me apercebi de nenhuma merda, pá!
Tornei o regresso ao passado num eterno desafio
Com idas frequentes ao fútil e ao supérfluo, que arrepio
Sentimento sacudido ir buscar vintage vivido
Era tudo cinzento, ridículo ao mesmo tempo, atrevido
Descobertas, pornografia Gina e coca cola divina
Playboys e a página do meio, a pop e o selo foleiro
A música underground, vanguarda foi um escape
Matines discotecas e festas em busca de saias que… desastre
O carro do kit kitado que exagero que premonição, que mago
Cabelos mimosos encaracolados” morte aos queques” carago
Reação estupida de betinhos e gajas peny pon desfilando nas
estufas
raiz quadrada de 2 elevado ao exibicionismo, fila, la coste
e parfois que… fufas
atrás do ginásio rezava-se ao coito, no fundo interrompia-se
o biscoito
tao pipi eram elas de trança e jardineira, atras do ginásio
acabava-se a brincadeira
Vintage o Ford cortina do setor professor arrastava as
chicletes
das meninas que faziam balões e perdiam a pureza nas
retretes
no vintage não havia pedofilia, havia sim os setores da
melhoria de nota!
quantas vezes os vimos, fazendo acrobacias, pela fechadura
da porta
lindas meninas de “cincos” não custava nada, bastava
ajoelhar e bota
Vinham de capacete, viajando de autocarro
Era para o estilo e o beto preparava o charro
Charro cheirado em cima da sela de uma cinquenta
Porque andar a dar gaz, não dá pica não se aguenta
Pariam nas horas coçavam-se nos minutos
Lambiam-se na rua criticavam os indultos
Gemiam nos passeios em dias de céu vermelho
O vintage veio tirar a fralda ao uso do espelho
O gone e wn jogavam a bola na matemática
O setor gostava de nós e dava-nos a tática
Jogava-se com frenesim e as equações esquecidas
Maldição de tática só nos traiu ás escondidas
Que arrepio voamos pelo passado ambíguo
Sem preparação e conforto do porto sentido
Vamos a Vandoma dos sonhos, vender e comprar cromos
Regressamos de lá mais pobres e famintos do que fomos
Tocamos numa banda desencadeamos o excesso
Acordamos, vimos que nem 15 nem 1 minuto de sucesso
Fica na memória algum do vintage vivido cabeçudo
Por mil viagens que se façam, não trazemos aquele veludo
Tinha que se entrar em modo eighties, por mais que se tente
Nem toda gente o sente, sejam eighties, ou Nineties…
A premissa é só uma, quanto mais azeiteiro
Mais nos recordamos do nosso viveiro
E para quem não passou por lá
O arrepio foi dito e será
Hernani guedes
Luar de prata
Sim, tenho hoje quase
tudo
Mas, nem sempre consegui
o mundo
Tanta procura compensou
E agora, a luz estourou,
(para nós)
Sim, quero muito estar
Não, sem ti, para me
acordar
Mas, contigo para me amar
Sempre por cá, até a vida
se apagar
Inesquecíveis primeiros
momentos
Leveza, magia, único,
encantamentos
Paixão desmedida, loucura
contida, abstrata
Que na breve despedida,
anuncia mais luas de prata
Intenso tudo que penso, a
química, o segundo
Por mais segundos, mais
mundos, mais tempo
Intenso tudo que pensas,
será um momento?
Não. Acredito neste
destino, sem medo com carinho
Que segundos se tornem dias, e os dias no
caminho
Partimos devagar com
pressa no futuro
acrescentando vidas,
programando estrelas
Sorrimos ensaiando no
murmúrio
Olhares lindos,
imortalizados em telas
Sonhamos felicidade,
somamos cumplicidade
Hernâni Guedes
Conspiração
Fica bem,
aqui, comigo
Prometo
ficar quieto, de castigo
Encontro
te, na fase da lua
Oculta na
escuridão de rutura
parecem
silhuetas sem perdão
estou
arrependido, meu coração
Longe de
ti, eu nem consigo
Estou um
farrapo e esquecido
fico infeliz
e arrependido
Sei que
vais estar com todos
menos comigo
Pedes-me
sabes que tens, mas, tudo muito aquém
Partes deslizando,
com raiva e desprezo
Pela frente
desafias o mundo para te dar apreço
Danças com
todos
Menos
comigo
Dás frente,
olhas para o umbigo
Segues logo outro destino
Sorris tao facilmente,
que desatino
E voas logo
que me vês,
Será desta
que ela, o fez…
Desencontros
inoportunos
Noite de
amigos, gatunos,
Beber á
amizade e a traição
Perdi toda,
esta conspiração
Deitas te
estafada
Olhando o
nada, que noite que charada
Hernâni
Guedes
Sente-me o
coração
Ama me, ama
me, ama me
Diz me que
sim
Não sei se me adoras,
Mas eu
gosto de ti assim,
Da me, da me,
da me carinho
Aponta-me
um destino
Sei que sabes que sou
tao, pequenino
Gosto, gosto,
muito gosto de ti
Satisfaz-me
a minha, solidão,
Sente-me o
coração…
Vamos voar,
conhecer o mar
Vamos assim,
com vento alado
Gigantes do
nada, sem passado…
Da me da me
um beijo
Diz me que
sim
Não sei se
queres, mas será
Tudo para
mim…
aí como te quero, aí como te adoro
sim se quiseres eu, também choro
Já sei que
não amas, descobri por mim
Porque
selvagem é teu coração,
Vives com
violinos na imensidão
Gastas o
som e as palavras
Destróis te
em magoas …
Porque não
gostas de mim…
Hernâni
Guedes
FONTE DE
PERDIÇAO
Sei eu, que
não és um caso perdido
Dei comigo
a pensar em te ter
Foste para
longe, mas não fiquei convencido
As saudades
são muitas, até fazem doer
Mulher és
única, foste a minha criação
Sou
cientista maluco
Cineasta de
profissão,
Mulher
linda, fonte de perdição
Mulher, mulher,
mulher linda
Fonte de
inspiração
Já inventei
uma formula nova
Para não
fugires, de mim
Vamos fazer
a prova
Sem semânticas,
com frenesim.
Esquematizei os teus traços
Desenvolvi
mais abraços,
Inventei,
corrigi, aprendi …
Mudei-te o programa
Devolvi te…
aquela chama
Pensei no
teu karma
Hernâni
Guedes
Subscrever:
Mensagens (Atom)